A paciência por definição é “a virtude de manter um controlo emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente na tolerância a erros ou factos indesejados. É a capacidade de suportar incómodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar.”
Mas quando pensava nesta palavra, não era isto que lhe vinha à memória, a paciência não era a tolerância ou a suportabilidade ou mesmo uma aparente calma que se podia misturar com pacifismo. A paciência não era conseguir aturar as dificuldades da vida, à espera que elas passassem.
A paciência, em ideal, não que a conseguisse praticar, era o tempo que se dava aos outros, era a persistência de acreditar num outro que não tinha os seus tempos, ou precisava de outros tempos que não eram os seus.
A paciência com outro era a capacidade de o aceitar, não só nas suas características mas também no seu tempo. Não como uma espera de expectativa para o outro chegar onde ela achava que devia chegar, mas para o outro chegar onde tinha que chegar.
Se quisesse resumir, a paciência é o tempo do amor.
Só se pode amar outro com tempo, tempo para o deixar revelar-se quem é, tempo para que o outro nos olhe na nossa verdade. E o tempo, esta inteligente espera, era para ela a paciência.
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