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Edição 98 | 15 Maio 2013   
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Nas últimas semanas, o conflito parece ter-se instalado um pouco por todo lado. Já não são apenas os conflitos no Médio Oriente, em Israel e na Palestina, os quais, por força da duração, quase se tornam uma banalidade aos nossos olhos, e que, como um rastilho, se propagaram a outros países – Egipto, Líbia. No nosso país, são os nossos políticos, os portugueses, que estão em conflito, em conflito uns com os outros e em conflito com o exterior, sendo Bruxelas, enquanto “representante” das políticas europeias, e a Alemanha, em particular, considerados os “inimigos”, pelo menos para alguns.


Aparentemente a situação tornou-se insustentável e como tal houve medidas que tiveram de ser tomadas. Este é o discurso, de um lado e do outro. Mas antes de se chegar a esse ponto, houve, certamente, um momento em que todos se devem, ou deveriam, ter perguntado – Como é que podemos gerir este conflito?


Será que nós também nos fazemos essa pergunta, sobretudo, depois de termos vivido ou presenciado um conflito?


Se os conflitos forem entendidos como oportunidades para crescer, para aprender e para melhorar, então o “peso” que tantas vezes associamos a esta palavra diminui, o que acaba por ajudar a vislumbrar uma solução para o impasse, para o desentendimento. Porque, na verdade, um conflito é isso mesmo: uma discordância, uma diferença que, quando levada ao extremo, pode ter consequências devastadoras.


Daí que seja importante: em primeiro lugar, actuar de modo a evitar o conflito; em segundo, e como nem sempre isso é possível, aquando do conflito, tentar geri-lo da melhor forma; em terceiro, encarar o conflito como um momento de aprendizagem.


Claro que na gestão de conflito entram factores muito importantes como a comunicação – verbal e não verbal –, as emoções, que, nestas situações, costumam estar à flor da pele, o bom senso e a consciência de cada um. Estes dois perdem-se muitas vezes, e são levados pelas emoções.


Num tempo em que somos contaminados por tantos conflitos é imperioso não nos deixarmos arrastar. Sim, há conflitos, há situações complicadas de resolver, mas o importante é como vivemos essas experiências e o que fazemos com elas para uma próxima vez. Porque é com os erros que aprendemos e ao discordar também se aprende muito!

Isabel Castro
15.04.2011







Comentários
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2011-04-29 20:20:09
micas, Anadia
Muito bem. Nós portugueses devemos também pensar em gerir o conflito e não evitar encará-lo pelo trabalho que isso implica. Se todos procurarmos a justiça no nosso meio pequeno e não nos descurarmos por preguiça pode ser que o país avance..

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