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Edição 98 | 15 Maio 2013   
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Normalmente não gosto das canções de amor. Não porque não goste de amor, mas precisamente porque acho que não lhe fazem jus e ficam-se por “pieguices” caramelizadas que lhe desfocam a essência. Tendem a prender-se apenas àquilo que no ente amado é agradável e sonegam a parte mais importante, que é a dádiva.

Felizmente há excepções e, para mim, esta de que agora escrevo é uma das mais notáveis. E a sua beleza transcende em muito qualquer coisa que eu dela consiga escrever. Ainda assim arrisco…




Shara Worden - é assim que se chama a autora desta canção e dona de uma voz que sabe tocar fundo - escreveu estas linhas e a melodia que as acompanha para o seu filho, que entretanto tinha acabado de nascer. É uma canção de amor de uma mãe por um filho, mas creio que traduz com grande intensidade a disponibilidade pedida a quem decide amar um outro, qualquer que esse outro seja.

Em duas imagens simples - porque o belo é sempre simples - sintetiza a força impressionante e transformadora do amor gratuito, que tudo dá e pouco (ou nada) espera.

Revela, por um lado, o especial acolhimento à pessoa do outro e não ao ser que idealizamos. A aceitação e apoio da sua condição e das suas escolhas, que não perturbam o estatuto de ser “my favourite one in town” para quem o ama. O seu rei favorito. O seu palhaço favorito. O seu mendigo favorito.

Por outro lado, vai ainda mais longe ao evidenciar a firmeza que o amor exige para que seja possível fazer caminho no sentido do outro. Esta capacidade que nos é pedida de continuamente puxar pelo melhor de nós mesmos para irmos de encontro ao outro, nos lugares onde ele estiver. Esta disponibilidade para arriscar sair de si, superando-se e vencendo-se, para descobrir “some other way” de se implicar e fazer presente no momento do outro, em todos os seus momentos. Seja no vento. Seja no sol. Seja na chuva. Mas presente. Dádiva.

Numa outra canção desta mesma autora pode escutar-se que “it takes a life time to learn how to love”. Desejo a capacidade de acolhimento e a vontade de ser presente, para algum dia aprender mesmo a amar. A sério!


Letra:

I have never loved someone the way I love you
I have never seen a smile like yours
And if you grow up to be king, or clown, or pauper
I will say you are my favourite one in town

I have never held a hand so soft and sacred
When I hear you laugh, I know heaven's key
And when I grow to be a poppy in the graveyard
I will send you all my love upon the breeze

And if the breeze won't blow your way, I will be the sun
And if the sun won't shine your way, I will be the rain
And if the rain won't wash away all your aches and pains
I will find some other way to tell you you're okay

Pedro Portela
15.04.2012







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2012-04-17 11:59:41
micas, Anadia
Lindo.
Obrigada.

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