Quando era pequeno este era o mês mais esperado. Longas jornadas em casa dos avós, com dias intermináveis de correria sob a torreira do sol, recheados de brincadeiras e mergulhos.
Mais tarde, um bocadinho maior, era o tempo de grandes aventuras, fora de casa, já fora da asa da família, com os amigos, numa constante descoberta do mundo.
Hoje Agosto está longe de ser tudo quanto já foi.
Hoje, o Agosto de ontem parece-me um tremendo atrevimento, uma imensa ousadia à qual já não me posso dar. Hoje, num mundo que não pára, num ritmo que não abranda, num tempo em que todas as solicitações são urgentes e em que o meu trabalho não espera, sou chamado a dizer basta. Sou chamado a descansar convenientemente, pois só assim posso resgatar o gosto de antigamente.
Só com o corpo e o coração descansados é que posso ganhar Setembro!