Terminado o Fé e Arte, foram muitas as pessoas que se dirigiram à equipa da organização dizendo: "Têm que publicar isto!". Mas, como é que se faz isso? Com textos? E o som? Com fotografia? E o movimento? Claro: há algo que, inevitavelmente, se perde. A grandeza dos acontecimentos está, também, na sua precariedade: o facto de serem "únicos e irrepetíveis" transforma os acontecimentos de cada dia em fenómenos extraordinários e simultaneamente voláteis. Temos que estar dispostos a perder, ou não entenderemos a "ciência da vida". Esta perda está longe de ser trágica. As coisas passam, sim, mas o fosso que a sua passagem escava em nós não é sobretudo um túmulo, - como se a vida não fosse mais que um lento luto - mas sim o vestígio do outro. A saudade é um selo. A memória torna-se, então, numa forma de celebração onde o passado e o futuro se cruzam.
Depois desta divagação, fiquemo-nos pelo essencial. Nas próximas edições apresentaremos alguns dos vídeos - pegadas em movimento - que testemunham um pouco do que foi o Fé e Arte. Desta feita, eis-nos perante a conferência do teólogo italiano Pierangelo Sequeri.